Datas Marcantes...

Se Vó Nair fosse viva, neste 11 de dezembro estaria completando 100 anos.

Sempre admirei sua serenidade, inteligência e sabedoria pra lidar com a vida.

Muitas de minhas atitudes procuro me basear em suas experiência e exemplos de vida!

Fizerem na segunda-feira dia 6, 6 anos que seu coração parou de bater.

Mesmo dia, neste ano de 2005, por uma insuficiência cardíaca a vida de Vó Juju foi ceifada.

Queridas velhinhas, voces me farão muita falta!

Beijos saudosos!

Tempo de festas...

NESTE NATAL VAMOS...

 


Multiplicar Amor
Que nossas mãos possam ser portadoras de paz..
De afagos..
De carinho...
Que saiam delas os mais límpidos sentimentos..
de bálsamos..
de alívio..
de força..
de luz...
Que possam ser espralhados na terra árida..
fazendo germinar o amor entre as pessoas..
Multiplicando cada vez melhor essência de nós..
Fazendo-nos fortes ao meio à tempestade..
Deixando-nos ver o sol que nasce..
Que rompe a noite..
Que se faz dia..
Que se faz belo..
Que se faz vida!

Boas Festas!!!!

Somente para aqueles que estão com pacienciência pra ler...
O trem

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem,
encontramos duas pessoas que, acreditamos,
farão conosco a viagem até o fim: nossos pais.
Não é verdade, infelizmente,
em alguma estação eles desembarcam,
deixando-nos órfãos de seu carinho,
proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem,
embarquem pessoas interessantes
que virão a ser especiais para nós.
Embarcam nossos irmãos, amigos e amores.
Muitas pessoas tomam esse trem a passeio.
Outros fazem a viagem
experimentando somente tristezas.
E no trem há, também,
pessoas que passam de vagão a vagão,
prontas para ajudar a quem precisa.

Muitos descem e deixam saudades eternas.
Outros tantos viajam no trem de tal forma
que, quando desocupam seus assentos,
ninguém sequer percebe.
Curioso é considerar que alguns passageiros
que nos são tão caros
acomodam-se em vagões diferentes do nosso.

Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles.
Mas claro que isso não nos impede de,
com grande dificuldade,
atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles.
O difícil é aceitarmos
que não podemos nos assentar ao seu lado,
pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim:
cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas,
embarques e desembarques.
Sabemos que esse trem jamais volta.
Façamos, então, essa viagem,
da melhor maneira possível,
tentando manter um bom relacionamento
com todos os passageiros,
procurando em cada um deles o que tem de melhor,
lembrando sempre que,
em algum momento do trajeto
poderão fraquejar, e, provavelmente,
precisaremos entender isso.

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes.
E, certamente, alguém nos entenderá.
O grande mistério, afinal,
é que não sabemos em qual parada desceremos.
E fico pensando:
quando eu descer desse trem sentirei saudades?
Sim.
Deixar meus filhos viajando nele sozinhos
será muito triste.
Separar-me de alguns amigos que nele fiz,
do amor da minha vida, será para mim dolorido.

Mas me agarro na esperança de que,
em algum momento, estarei na estação principal e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem,
que não tinham quando embarcaram.
E o que me deixará feliz é saber que,
de alguma forma, eu colaborei
para que ela tenha crescido e se tornado valiosa.

Agora, nesse momento,
o trem diminui sua velocidade
para que embarquem e desembarquem as pessoas.
Minha expectativa aumenta,
à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...
- Quem entrará?
- Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse
no desembarque do trem,
não só como a representação da partida,
mas, também, como o término
de uma história de algo que
duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo íntimo,
deixaram desmoronar.

Fico feliz em perceber que
certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.
Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver,
é tirar o melhor de "todos os passageiros".



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